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Tratamento de Aneurisma da Aorta Abdominal Roto em paciente com Dissecção de Aorta Toraco-Abdominal

Serviço de Cirurgia Vascular – HUPE – UERJ
Autores:
Bernardo Cunha Senra Barros
Leonardo Silveira de Castro
Carlos Eduardo Virgini Magalhães
Pedro Henrique Marques Vieira
Paula Henrique de Moura Lopes

Paciente C.A.N.G, 67 anos, hipertenso, tabagista ativo, com queixa de “dor na barriga e nas pernas” . Quadro de astenia, anorexia e vômitos ha 15 dias e inicio de dor em flanco inferior esquerdo de grande intensidade irradiando para coxa esquerda e dorso há 3 dias. Durante consulta com a cardiologia apresentou piora da dor e astenia associado a sudorese. Encaminhado ao plantão geral deste nosocomio onde referiu história conhecida de AAA.

Ao exema paciente em regular estado geral, desidratado ++/4+ , HIPOCORADO +++/4+ , acianótico e anictérico. Lúcido e orientado. PA: 90×60 mmHg e Fc: 80 bpm. Abdome peristáltico, doloroso em região de FIE e massa pulsátil em região hipogástrica. Membros inferiores sem alterações. Foi solicitado então uma Angio tomografia pelo equipe do PG, resultados asseguir. (Figura 1)

Resultados:

Hb – 7,8 mg/dl        HTC – 23%    Plquetas 124.00

Diagnóstico de Dissecção de Aorta torácica desde subclávia esquerda até aorta infrarrenal com artérias vicerais emergindo da falsa luz, e artéria renal esquerda da luz verdadeira.

Aneurisma Roto de Aorta Abdominal com dilatação de colo infrarrenal e flap de dissecção nesta topografia.

Levado ao bloco cirúrgico para procedimento de urgência. Realizado Tratamento cirúrgico com interposição de prótese Knitted de Dacron com colágeno 20×10. Variante técnica de acomodação da anastomose proximal para prótese de menor calibre e com realização de cunha em FLAP de dissecção para manutenção da perviedade da falsa luz e consquentemente das vicerais. (Fig 2,3 e 4)

Equipe anestésica manteve monitoramento por eco trans-esofágico durante todo o procedimento com atuação imediata sobre alterações de pressão e volume. Transfusão de 2 concentrados de hemácia no per-operatório.

Anatomia bastante alterada da aorta abdominal com grande massa desviando lateralmente artérias ilíacas e fragilidade das paredes da aorta no local da anastomose proximal.

Encaminhado a terapia intensiva no pós operatório ainda em próteses ventilatória, estável hemodinamicamente. Extubação em 24 hs e evolui com necessidade de hemodiálise precoce por 48 horas com quadro normalizado e alta para a enfermaria no 7o dia pós operatório.

Discussão: Patologia grave e de alta morbi-mortalidade onde o aparato tecnológico diagnóstico e terapêurico e principalmente o Staff médico pré, per e pós operatórios são essenciais para o sucesso e sobrevida do paciente. Centros de referência apenas, deveriam receber esse tipo de paciente. Por se tratar de uma emergência, toda a rede deveria estar organizada e informada sobre o correto diagnóstico e rápida remoção para a referência mais próxima.

Figura 1

Figura 2

Figura 3

Figura 4

Incisão

Planos superficiais

Planos superficiais

Acesso

Acesso

Acesso

Acesso

Afastador

Afastador

Afastador

Ilíaca Dir.

Ilíaca Dir.

Colo proximal

Colo proximal

Colo proximal

Colo proximal

Colo proximal

Colo proximal veia renal

Ilíaca esquerda

Ilíaca esquerda

Ilíaca esquerda

Ilíaca esquerda

Ilíaca esquerda

Ilíaca esquerda

Preparo do Fio

Clampeamento

Incisão do Aneurisma

Variante técnica na dissecção

Anastomose

Anastomose

Anastomose

Anastomose

Anastomose

Anastomose

Anastomose

Anastomose

Anastomose

Teste da Anastomose Proximal

Anastomose Ilíaca esquerda

Anastomose Ilíaca esquerda

Anastomose Ilíaca esquerda

Ilíaca comum direita

Anastomose Ilíaca direita

Fogarty Ilíacas

Desclampeamento

Fim do Bypass

Fechamento da capa do aneurisma