SBACV-RJ

Tratamento Endovascular de Placa Crítica Pré-Oclusiva Carotidiana

Paulo Eduardo Ocke Reis1, Marcello Rotolo Nascimento2,
Gustavo Petorossi Solano2 e Thadeu Mozella3.
1-Especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular; Professor de Cirurgia Vascular -HUAP/UFF; Coordenador da Clínica Vascular Ocke Reis;
2-Especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular, Staff da Clínica Vascular Ocke Reis.
3-Especialista em Anestesiologia Staff da Clínica Vascular Ocke Reis

A grande maioria dos acidentes vasculares cerebral (AVC) isquêmicos são causados de lesão aterosclerótica das artérias extracranianas. A bifurcação carotídea é o local predominante onde ocorrem essas lesões, seguido pelas artérias vertebrais e subclávias. O seu tratamento como profilaxia dos acidentes vasculares encefálicos, está estabelecido. A remoção das placas carotídeas críticas, seja através de cirurgia direta ou seja por cirurgia endovascular, constituem as nossas principais armas intervencionistas.

Apresentamos um caso de uma paciente de 78 anos, feminina, hipertensa, dislipidêmica e sintomática com história de AVC prévio. Portadora de doença carotídea bilateral, documentada nos exames, sendo a carótida direita com grau de estenose maior do que 90% confirmado na angiotomografia, com VPS > 400 cm/s ao ecocolordoppler arterial. Apresenta também lesão na carótida esquerda com grau de estenose de 75%, com VPS em torno de 200 cm/s., portanto foi confirmado placa crítica bilateral, sendo que o exame descreve também:

“Placa mista calcificada, na artéria carótida, bulbo e interna direita com redução significativa do lúmen. Conforme descrito na literatura devido ao alto risco da paciente, comorbidades médicas significativas e risco de AVC letal, programamos o tratamento da lesão de carótida interna mais grave. A angiotomografia foi feita quatro meses antes da primeira consulta, sendo assim, escolhi por realizar arteriografia armada, nesse caso, se a carótida direita já estivesse ocluída, trataríamos o lado esquerdo, tendo a sua indicação de tratamento agravada, nessa hipótese pela oclusão contralateral, direita. Após a arteriografia inicial

e confirmado fluxo na carótida interna direita, realizamos tratamento da placa sub oclusiva direita com proteção cerebral. Optamos, nesse caso, por técnica endovascular, utilizado pré-implante do stent 6×40 mm,

um balão de angioplastia 4×20 mm, devido ao estreitamento da lesão e melhor segurança de posicionamento do stent; outro balão 5×30 mm pós-implante do stent concluiu o procedimento.

A arteriografia final de controle confirmou o resultado radiológico imediato satisfatório.

A paciente evoluiu clinicamente estável no pós-operatório.